>> Olá, pessoas o/ Como vão??Bom, só passei aqui para dar um alow e deixar uma matéria que achei interessante, da revista Dieta Já! Eu estava lendo a matéria e me identifiquei muito, o que já não era novidade, ne. Na verdade, a minha compulsão não se limita apenas a doces, mas os doces, confesso que é um grande agravante. Conhecem aquela história: estou doida de vontade de comer um doce. Depois do doce, quero comer um salgado. Depois do salgado, dá vontade de comer doce de novo. Aaaff essa história vai longe desse jeito. Está sendo díficil conseguir controlar esse desejo maluco por doces, e os outros junkfoods em geral, mas eu acho que estou progredindo, milimetricamente. Isso me deixa mais confiante, sabe.
>> Essa foto aí é o zerão, onde eu falei que dou minhas caminhadas e corridinhas. Ontem eu estreei meu mp4, muito feliz, ouvindo música e tal =D.... Ainda não estou correndo muito, mas a cada dia tento aumentar uns metros, devagarinho eu chego lá, não é?>> Uma coisa que eu reparei, é que ontem eu não tive nada de compulsão! Fiquei muito feliz, porque foi uma coisa que eu não achei que poderia controlar, fugia totalmente das minhas mãos, quando me atacava aquela vontade irresistível de comer, nada me tirava isso da cabeça. Mas estou vendo que essa caminhada está me fazendo muito bem, fiquei muito feliz por ver que posso estar ocupada fazendo e pensando em outra coisa que não seja comida =)
Doces: a perigosa compulsãoAlém dos problemas de obesidade e danos à saúde, é importante conhecer o vazio emocional que você tenta preencher com açúcarPor Fabiana Gonçalves Sabe quando bate aquela vontade insuportável de comer um doce, não apenas um, mas a caixa de bombons inteira? Sabe quando uma lata de leite condensado fica pequena demais para a nossa alucinação devoradora? Pois bem, se essa vontade acontece esporadicamente, é normal. Mas, se ela se repete regularmente, há indícios de ser uma compulsão por doces. Essa é a afirmação do psiquiatra Arthur Kaufman, professor doutor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, coordenador do Projeto de Atendimento ao Obeso (PRATO) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (SP). A seguir, ele identifica a doença e orienta como tratá-la:
1) Existe mesmo compulsão por doces?
Sim, existe. Pode ocorrer através de episódios isolados, ou pode configurar uma doença chamada "Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica" (TCAP).
2) Quais são os sintomas enfrentados pelas "vítimas"?
Necessidade urgente de comer um montão de doces, num curto período de tempo. O paciente consome, então, mais do que a maioria das pessoas consumiria nas mesmas circunstâncias; a questão principal, porém, é a perda de controle e o humor negativo. Para se afirmar que é uma 'doença', os ataques devem ocorrer pelo menos dois dias por semana durante seis meses.
3) Existe um perfil de pessoa que é mais sensível a esse mal?
Ela costuma estar associada a problemas psicológicos: pessoas angustiadas, deprimidas, com baixa auto-estima e com o social prejudicado.
4) Jovens correm mais riscos de ter essa doença do que adultos?
As pessoas mais atingidas são jovens na faixa dos 20 anos. As pressões sociais, exigindo que as meninas, principalmente, tenham corpo magro e esbelto, faz com que se entreguem a dietas absurdas. Regimes restritivos podem favorecer o surgimento da compulsão. Mas isso pode acontecer em qualquer idade.
5) Quais os horários de pico em que a compulsão se manifesta?
O horário mais comum é o do fim da tarde, longe do almoço e do jantar. É a hora do crepúsculo, na hora em que não é dia nem noite. Outra possibilidade é a 'Síndrome do Comer Noturno'. A pessoa acorda de madrugada com necessidade de alimentos calóricos, ou seja, doces...
6) Por quê?
A glicose carrega para o cérebro o triptofano, uma substância precursora da serotonina que, por sua vez, é o neurotransmissor relacionado à vida afetiva, responsável pela melhora do humor e redução da ansiedade. Quando os níveis de serotonina estão baixos, vem a necessidade de obter algum tipo de compensação. Nos doentes a compulsão é por doce.
7) Como minimizar o mal?
- Faça um diário alimentar onde estejam registrados dia, hora, tudo o que você comeu e procure descrever seu estado emocional: o que estava sentindo quando começou a comer doces? O que sentiu depois? Estava sozinha ou acompanhada?
- Se precisa perder peso, procure reduzir as porções e fazer seis refeições ao dia. Evite dietas restritivas e jejuns prolongados.
- Pratique atividades físicas. Elas estimulam a produção da endorfina, neurotransmissor responsável pelo bem-estar, melhoram a depressão, aliviam o estresse e a ansiedade.
8) A doença tem cura? Qual é?
O tratamento envolve medicação antidepressiva e ansiolítica. O vazio emocional que o paciente tenta preencher com o doce pode ser identificado pela psicoterapia.